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BRASIL, Nordeste, RECIFE, Mulher, de 26 a 35 anos, Amo música, foto, viajar, escrever, ler e muito chocolate!!


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Lá no Reino das Águas Claras!!!!

Aprendi a gostar de Fernando de Noronha!!!! A frase pode até soar de forma estranha, afinal quem, em sã consciência precisaria aprender a gostar de um "paraíso"? De um dos destinos turísticos mais procurados por viajantes de todo o Brasil e do mundo??? Pois, respondo, com toda sinceridade: EU!

O fato é que nunca havia conseguido ver Noronha com olhos de turista... E talvez nunca veja, não totalmente! Desde a minha primeira estadia na ilha, minha relação com a "Esmeralda do Atlântico" sempre foi de trabalho... trabalho...e trabalho! Nada mais que trabalho! Não que isso não tenha sido gratificante. Na área profissional, Noronha foi, e sempre será, uma escola pra mim. Estive lá em 95/96 por dois meses; em 2002, por 20 dias e em 2003, por 7 meses e me atrevo a afirmar: O paraíso é quase um inferno pra quem vai morar... Viver em Noronha é como estar em uma prisão... Não a do mesmo tipo de 1938, quando a ilha foi transformada em presídio político, mas uma cadeia emocional... Noronha é um grande Big Brother, onde sua vida é vigiada, controlada e comentada... A única diferença é que não há o prêmio de 500 mil reais no final... Aliás, não há final!!!

Foi só no carnaval deste ano, quando viajei pra Noronha por 10 dias e pude ser um pouco turista, que me apaixonei pelo arquipélago pernambucano, formado por 21 ilhas e ilhotas, a 545 Km do Recife, no meio do Atlântico, com pouco mais de 2000 habitantes. Minha descrição da ilha mudou... Antes dessa viagem, eu saberia lhe dizer o tamanho do arquipélago, a quantidade de moradores, os nomes das praias, um pouco da história... Mas, a partir do carnaval, eu relaxei com Noronha... E ela "baixou a guarda"!! Fizemos as pazes e hoje posso posso dizer que Noronha é um sonho único que precisa ser realizado várias vezes! 

Noronha me recebeu de braços abertos, linda como sempre!!! Como da primeira vez que a vi em dezembro de 95!!! Lembro que fui acometida por uma sensação inexplicável, fiquei estarrecida quando da janela da aeronave Embraer-Brasília, avistei aquele pedaço de terra rodeado por água!!! Como aquilo podia existir??? Um ponto perdido no meio do oceano!!!! Acho que fiquei com aquela imagem congelada por 8 anos e só em 2004, "desci do avião" para ver realmente e usufruir das belezas do lugar, tanto da terra, como do mar... Sim, fiz mergulho pela primeira vez e não saberia dizer se Fernando de Noronha é mais bonita do alto ou do fundo!!!! Seria necessário inventar uma palavra pra descrever aquele lugar! As fotografias e imagens, por mais belas que sejam, nunca conseguirão mostrar a intensidade dos encantos!!! 

         O primeiro mergulho a gente nunca esquece!!!



- Postado por: Tell às 21h05
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Desarrumando as malas do passado

Parte II

Fortaleza nem sempre foi o nosso destino final... Nem muito menos, nessa época, viajávamos sozinhas... Éramos de menor, eu e minha prima. Aliás, de menor MESMO! Lembro das viagens quando eu tinha entre 6 e 7 anos... Quel, minha prima, tinha uns 11... Ainda não dava pra encarar as aventuras de ônibus para Fortaleza! Tínhamos que nos contentar em viajar com toda a família, de carro, para Pacajus, interior do Ceará, pertinho da capital.

"Nos contentar" é modo de dizer. Pra mim não havia coisa melhor do que acordar às 4 da manhã para pegar a estrada... Hum... pensando bem, o acordar de madrugada não era lá muito animador, mas já na estrada, à medida que o sol surgia, despertávamos totalmente, pra "desespero" do meu tio... Não parávamos um segundo sequer... Doze, eu disse, doze horas de viagem... Não, nessa época ainda não cantávamos "Mariana Conta um..." Não cantávamos, mas, contávamos... os quilômetros!!! Quer dizer, minha prima contava... Passava horas olhando o painel do carro... Eu, como não sabia exatamente de onde ela tirava aqueles números, achava que a contagem era a medida da distância entre uma árvore e outra, ou mesmo entre uma placa e outra na estrada... Eu tentava acompanhar a "brincadeira", até começar a achar que aquele passatempo muito bobo e passar a perguntar: "Falta muito?" Com toda paciência, meu tio respondia: "Tá vendo aquela subida na estrada? Quando chegar lá, vai estar mais perto". E quando chegava a tal subida, eu perguntava mais uma vez: "falta muito?" A resposta era sempre a mesma... A viagem inteira!  

Às 8h da manhã começávamos a lanchar... Sanduíches, biscoitos, frutas, refrigerantes... Havia um isopor e várias sacolas (de papel) cheias de guloseimas preparadas carinhosamente por minha tia na véspera da viagem. Acho que esse era o momento mais animado pra mim... É, sempre fui chegada aos lanches... Depois de devorar tudo o que podia, não havia jeito, o negócio era olhar a paisagem... Mas, pra uma criança de 6 anos, isso não era lá muito interessante! Logo ficava entediada e aí, minha imaginação aflorava! Numa dessas viagens eu jurei ter visto um ser humano em miniatura, igual ao seriado "Terra de Gigantes".  Pior não foi isso... Pior foi tentar convencer meu tio a parar o carro para eu pegar aquela "miniatura"! Óbvio que ele não parou!

Em Natal, parávamos pra almoçar e nem me pergunte: COMO? Já que Natal fica a umas 5 horas de Recife... Plagiando personagem de Ariano Suassuna, do "O Auto da Compadecida", eu respondo: "Não sei, só sei que foi assim". Já fiz as contas umas 500 vezes! Mas, que parávamos, parávamos!!! Ou será que era em Mossoró? Vixe, agora não lembro mais! Passávamos tanto tempo nas estradas do Rio Grande do Norte que sempre confundia as cidades... Era exatamente nesse Estado que a viagem parecia não acabar!

Chegávamos em Pacajus, terra da cajuína, no final da tarde! Uma comitiva de familiares sempre nos aguardava. A casa de Dona Joaninha (vó da minha prima) era no centro da cidade, bem em frente à praça e, claro, à igreja Católica. Uma delícia de casa. Bem simples, com portas de madeiras, dessas que abrem a parte de cima e depois a de baixo... O piso da sala e dos quartos também era de madeira. Já o do restante da casa, de cimento. O telhado era todo em telha, sem forro. A TV? Preto e branco... A mesa das refeições, enorme!!!! E havia um cachorro que ficava enlouquecido quando chegávamos. Seu nome era "Duque" e eu ficava espantada como ele nos reconhecia, mesmo só nos vendo uma vez por ano!!!!!

A casa de Dona Joaninha ainda está lá, quase do mesmo jeito, em frente à mesma praça, mas ela, Dona Joaninha, não está mais lá... nem Duque!

O dia da chegada era apenas pra desfazer as malas, arrumar as roupas no armário, tomar banho, jantar e contar sobre a viagem e as novidades. Dormíamos cedo pra acordar cedo! Os dias em Pacajus eram sempre cheios de atividades: Brincar de bonecas, jogar, andar de bicicleta pelas ruas calmas de paralelepípedos, comprar e comer umas rosquinhas sem gosto (embora deliciosas), passear na pracinha e ir pra casa dos nossos primos! Uma casa enorme, com um quintal maravilhoso pra correr, jogar bola, brincar de pega-pega e de esconde-esconde! Mas, o mais divertido era a aventura pra chegar lá! A casa ficava do outro lado da BR, que passa no meio da cidade, e achávamos o máximo ter que atravessar a pista!!!! 

O Único problema na casa dos meus primos era um sagüim que havia por lá! Bom, ele ficava preso em uma árvore por uma corrente e eu, muito "calma", como sempre fui, ficava de longe irritando o bicho! O pobre do animal ficava super agitado e irritado porque não conseguia revidar, já que estava preso! Até um dia eu  esquecer de sua existência e passar em baixo da árvore! Se, naquele dia, a minha memória não funcionou, a do sagüim foi implacável. Ele não só lembrou de mim, como "descontou" todas as malvadezas que eu havia feito, me atacando e prendendo minha mão entre seus dentes! 

Pronto, o estardalhaço estava feito! Eu berrava e chorava sem parar, muito mais de medo do que de dor... Medo de virar a mulher-macaco, afinal se o homem-aranha havia se transformado em um ser mutante, depois de uma picada de uma aranha, por que não poderia acontecer o mesmo comigo? Lembro que eu chorava e falava: "Tá vendo? Já tô com vontade de comer banana"! Bom, eu não virei a mulher macaco, muito menos a MONGA, mas talvez esse episódio explique a minha facilidade em pagar mico!

À noite, os adultos colocavam cadeiras na calçada e nós comprávamos sorvete na praça... Nada de Kibom ou algo parecido... O sorvete que nos encantava era vendido num carrinho de metal, junto com o algodão-doce! Um sorvete caseiro, cor-de-rosa misturado com branco, com gosto de nada, mas simplesmente, um "manjar dos deuses". Tomávamos sorvete, ouvíamos as conversas dos adultos e ficávamos olhando o céu estrelado, tentando contar as estrelas... Não sei se é impressão, mas o céu, no interior, é sempre mais bonito! Na sexta à noite, ou às vezes no sabado, íamos todos, a um restaurante, uma espécie de clube ou churrascaria! Não esqueço dos refrigerantes que tomava: Guaraná Mirinda e Guaraná Wilson... Eu nem gostava tanto, mas pelo fato de não ter em Recife, eu ficava empolgada e sempre optava por eles.

Mas, o melhor dia em pacajus era mesmo o domingo... Havia um feira onde se vendia artesanato. Bem em frente à Igreja... Lá, comprávamos utensílios de barro para nossas bonecas, casinhas e brincadeiras. Lembro que sempre voltava irradiante da feira, pois levava "um dinheiro", voltava cheia de objetos e com "vários dinheiros" de troco! Eu sempre achava que havia sido mais "esperta" que o vendedor e contava vantagem para todos! Eu só não entendia bem o motivo das risadas!!!! Era realmente muito bom quando eu não sabia o valor (ou a desvalorização) do dinheiro!!!!!

O mês em Pacajus voava rapidinho... As férias acabavam e sempre tínhamos que voltar... Na mesma "rotina" de viagem... Acordar às 4 da manhã, pegar a estrada, tentar contar a quilometragem, perguntar se "falta muito pra chegar" e comer o lanche que minha tia preparava na véspera com o mesmo carinho.... Só que com uma diferença, além dos costumeiros sanduíches, biscoitos, frutas e refrigerantes, ela ainda encomendava à vizinha, 50 pastéis deliciosos!!!! Não sei bem o porque, mas entre as viagens de ida e volta, sempre preferia a volta!!! 



- Postado por: Tell às 22h51
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Eu Voltei agora pra ficar !!!

Depois de um longo e tenebroso inverno, eu voltei... e de cara nova!!! Não exatamente como eu queria ou gostaria, mas ainda estou aprendendo a mexer nesse tal de HTML... Até que o negócio é interessante, mas nas minhas "experiências" em alterar os códigos do template, quase perco meu blog! Bom, o diário (pra não dizer mensário) eu não perdi, mas o tempo... vixe! Bem umas duas horas... Acabei ficando sem postar... Pra quem esperou quase dois meses, dá pra aguentar mais um dia né? Aproveitem pra dizer o que acharam do meu "novo" blog!



- Postado por: Tell às 22h39
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