
![]() ![]() ![]() |
Meu perfil BRASIL, Nordeste, RECIFE, Mulher, de 26 a 35 anos, Amo música, foto, viajar, escrever, ler e muito chocolate!! |
|

Queridos e queridocas... Hoje estou com preguiça mental... Sem inspiração nem vontade de escrever... Mas, para não cair no esquecimento dos meus assíduos leitores, deixo uma foto de Fernando de Noronha para o deleite de vocês... Sem querer ser chata, mas eita lugar lindo... Apesar de todo mundo já ter lido algo a respeito do arquipélago pernambucano (eu mesma já lotei a caixa postal de vocês com e-mails insulares), vou me atrever, em breve, a escrever sobre a "Esmeralda do Atlântico" encontrada em 1503 por Américo Vespúcio, mas criada por Deus, dezenas, centenas, milhares de anos antes da descoberta deste paraíso!!!!
Mas, claro, com a autorização de vocês... Beijos mil!

Meus sonhos de criança sempre foram meio artísticos... Já quis ser cantora, modelo, bailarina, atriz e, pasmem, escritora... Não queria ser famosa, afinal aos 7, 8 anos de idade eu nem sabia direito o que isso significava... Eu queria apenas cantar, desfilar, representar, escrever...Eu queria fazer tudo o que eu gostava e me dedicar àquilo que eu achava que havia nascido pra fazer... Enfim, queria vivenciar meus sonhos e viver sonhando...
Pode-se dizer que conquistei todos os meus sonhos... ou quase todos... Não fossem os centímetros a mais da minha cintura, a carreira de modelo poderia ter sido promissora... mas, segundo a fita métrica, roubada temporariamente dos objetos da minha mãe, as minhas doces medidas não atendiam às exigências da "maravilhosa" tabela da revista Capricho...
Passado o trauma, tratei de investir nos meus outros sonhos... Esse é o grande segredo: Nunca deixar de sonhar! A primeira empreitada foi o ballet. Foram apenas trinta dias de aula, uma apresentação e um registro fotográfico. Pronto! Nascia uma estrela... cadente, é verdade, mas uma estrela!
Ao ver o resultado da foto, achei melhor investir nos outros sonhos... Nem lembro bem a razão, mas devo ter chegado à conclusão de que a minha passagem pelo ballet clássico já estava devidamente registrada na história da dança... Eu queria mais... Eu queria os palcos...
Minha estréia no teatro foi em família. Todos os anos, durante as férias de janeiro, em Fortaleza, montávamos, eu e minhas primas, a peça os "Saltimbancos"... Sempre fazia o papel da galinha, até derrubar e quebrar um ovo em cima do tapete da minha tia, no meio da sala, ops, digo, do palco... Foi uma sensação estranha... quase um teatro interativo... aquelas pessoas gesticulando pra mim!!! Confesso que não entendi... Até o momento em que o ovo se esparramou no chão!!!! Infelizmente eu não estava, ainda, preparada para a improvisação... No ano seguinte mudaram meu papel. Eu passei a ser a gata!
"Os Saltimbancos" era um musical... A peça me aproximou mais da música, mas eu já era metida a cantora. Vivia dando shows em frente ao espelho, entoando os sucessos de "As patotinhas", "As Melindrosas", "Harmony Cats", "Lady Zu", "Elizângela" até chegar a era da "Turma do Balão Mágico".
No meio da caminho, ainda surgiram os especiais da Globo com Aretha e sua "thurma"... Todo o aniversário de alguém da família, montávamos um desses musicais. Eu sempre fazia o papel que cabia à Aretha... Primeiro, porque eu era a cara dela. E segundo, porque eu era a única afinada da "troupe" Menezes!
Os anos foram passando e a veia musical foi falando mais alto, porém os musicais infantis já não combinavam mais comigo... Passei a investir na MPB e gravei com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan... O processo era simples... ligava um microfone, colocava um LP (nessa época não existia CD) dos cantores de renome e gravava uma fita cantando ao lado de quem quisesse! Os duetos ficavam interessantíssimos... juro que fazia até segunda voz e uns "thu ru rus"... Tá bom, confesso que os "thu ru rus" eram meio breguinhas... Talvez por isso não tenha emplacado! Mas, quem tava ligando pra isso? Eu queria apenas cantar e cantar e cantar e cantar...
Aos 13 anos passei a sonhar com as letras. Descobri as crônicas, os contos... Eureca! Descobri Fernando Sabino e queria escrever como ele (até hoje continuo querendo, mas...). Na escola, a cada "unidade" (alguém lembra disso?) escrevíamos uma crônica... e ao final do ano, fizemos um livro! Nossa, eu nem pude acreditar!!! Minhas únicas cinco "crônicas" tornaram-se um livreto encadernado, com direito à título, prefácio e dedicatória...
Guardo "Meu Livrinho" (vocês acreditam que eu dei esse título ao meu livro???) com carinho até hoje, mas confesso que não tenho muita coragem de olhá-lo... Nem muito menos de ler as famosas crônicas "Era Vira-lata" e "Vitória na Linha Cruzada" ... Não que eu tenha vergonha da simplicidade dos meus "escritos" passados, mas, sim, porque tenho medo de perceber que não evoluí nem um milímetro... E que meu blog continua sendo o "Meu Livrinho". Neste caso, eu só lamento por vocês! Ninguém merece!
"Todos têm o direito de sonhar e cada um o de ser dono de seu sonho" (Fernando Sabino)
Olho pra pequena mala azul em cima da cama e tento me convencer que tudo é uma questão de jeitinho... Por que não caberia? Afinal são apenas seis calças, três vestidos, três bolsas, quatro calçados - entre sapatos e sandálias - dois biquínis, uma bolsa de praia, três "shortes", cinco blusas, umas camisetas extras e roupas íntimas. Isso pra uma mala de aproximadamente 60 X 30 cm....
À medida que vou tentando imaginar por onde começar, me esforço também pra lembrar onde eu poderia ter errado... Escolher as roupas pra viajar sempre me pareceu tão simples... Uma questão de planejamento! É só decidir o que é necessário levar, calcular o tempo da viagem e pronto! Mas, olhando aquele amontoado de roupa em cima da minha cama tenho uma leve desconfiança que aquilo seria demais pra apenas 3 dias e meio no Rio de Janeiro... E olha que eu nem havia separado, ainda, as bijuterias, a maquiagem, uns "creminhos", perfumes, enfim, pequenos "mimos" que nehuma mulher em sã consciência pode abrir mão num momento como esse!
Não, não havia possibilidade de eu ter errado... Tudo havia sido milimetricamente calculado... Pego minha "listinha" e checo item a item.. estava tudo certo! A roupa para a sexta-feira à noite... o biquíni para o sábado pela manhã...uma roupinha pra o sábado de manhã, caso não fosse à praia... uma roupinha mais quente pro sábado de manhã, caso chovesse... enfim... item por item, tudo estava perfeito! Definitivamente eu havia escolhido a mala errada! Mas, pra que "raios" serve uma mala tão pequena como aquela? Deve ser pra passar uma tarde em Itapuã e nada mais que isso! Três dias e meio no Rio de Janeiro, com uma mala daquela, era impossível!
Começo a ficar ansiosa! Calma, penso eu, nada de pânico! Adna, a rainha da organização, prometeu que faria um milagre: "cabe, não se preocupe", me disse ela, tranqüilamente, ao telefone... A promessa foi endossada por Krau... Não havia porque temer, afinal Adna era capaz de fazer um elefante entrar num fusquinha... Bem, pensando assim, começo a ficar tentada em levar mais uma calça: Aquela marrom linda e maravilhosa que eu havia visto numa vitrine outro dia... Xô pensamento... nada de gastar mais ... Por que que mulher adora comprar roupa nova pra viajar, mesmo quando as roupas "velhas" são inéditas pra todas as pessoas do lugar a ser visitado?
Afasto o pensamento e desisto de uma vez da calça marrom... Marrom nunca foi minha cor preferida mesmo... Nem sei se essa cor realça com a minha pele e meu astral! Se bem que marrom faria um belo contraste com a paisagem verde do Rio de janeiro... Mas, por outro lado...
Trim!!!! Trim!!!! Trim!!!! Meu telefone passa a tocar insistentemente. Esqueço da calça marrom e pego o telefone. Do outro lado do aparelho, escuto a voz do tenente: "Não sei se vou conseguir um carro pra te apanhar no aeroporto, devo ir de moto, portanto, vem só com uma mochila!"
C O M O ?????? Olho pra roupa entulhada na cama, olho pra malinha azul e imagino a metade daquele tamanho em forma de mochila! Impossível, respondo eu! A minha resposta foi quase uma intimação, do tipo Arranje um carro ou nada feito!!!! Fiquei imaginando meus vestidos, calças, bolsas, sapatos, biquínis, shortes e blusinhas em uma simples mochila!!! Nem Adna conseguiria essa façanha! A calça marrom, então, nem pensar! Não, não e não! Mil vezes não... abaixo as mochilas!
Pego Adna no trabalho e trago pra minha casa... Assim que ela chega aponto pra cama... "Than ran" !!! Mala e roupas continuavam lá em cima, ainda se estranhando, sem muita amizade ou intimidade.... Olho pro rosto de Adna pra ver sua reação à cena dantesca... Qualquer movimento suspeito em sua face, eu teria certeza: tô ferrada! Mas, Adna, com a "finesse" que lhe é peculiar, apenas responde: cabe tranqüilamente! Será que ela nunca entra em pânico?????
Krau e Chris chegaram logo em seguida... Ninguém queria perder a cena que ficaria pra história: o dia em que um pires coube dentro de uma xícara! Enquanto Adna dobrava umas coisas aqui, enrolava outras acolá... Krau e Chris ouviam atentamente minhas explicações pra tanta roupa... Até hoje, não sei se consegui convencê-las!!! Entre um argumento e outro, Adna me mostrava o local de cada objeto na mala... tinha uma leve desconfiança de que seria preciso um mapa pra achar o que eu precisasse... Isso sem contar que eu teria que organizar a mala pra voltar...
Uma hora depois, tudo estava pronto... E Adna me dava as últimas recomendações: Lembre-se... é só aproveitar bem os espaços... e nada de entrar em pânico... Aquilo virou quase um mantra pra mim: "é só não entrar em pânico, é só não entrar em pânico, é só não entrar em pânico..." Mas, mal a aeronave decolou, eu já entrei em pânico... eu tenho pavor de avião!
O passeio ao Rio foi maravilhoso... as roupas? bem, não usei tudo, é verdade... mas, precisei de todas...é sempre bom ter opção de escolha na hora de sair, não acham? Os biquínis, esses é que ficaram pra uma outra oportunidade, pois o final de semana foi de chuva! Mas, bobagem... biquini não ocupa espaço na mala, né? Depende... Tive a impressão que eles eram os responsáveis pelo fato da mala não querer fechar na hora de voltar...
Como foi mesmo que Adna havia dobrado isso aqui? "É só não entrar em pânico, é só não entrar em pânico, é só não entrar em pânico"
E esses sapatos, como foi mesmo que entraram? " É só não entrar em pânico, é só não entrar em pânico, é só não entrar em pânico"
E essa sandália e esse DVD que eu comprei? Onde coloco? "É só não entrar em pânico, é só não entrar em pânico, é só não entrar em pânico"...
A repetição do "mantra" já estava me servindo quase como um lexotan... então resolvi realmente relaxar... e não é que a mala fechou? É bem verdade que eu voltei com mais três sacolinhas plásticas na mão ... Nada chique, confesso, mas o importante é que eu não entrei em pânico...Quer dizer, só quando o avião decolou... Ora bolas, ninguém é perfeito!
Os olhos mal conseguem se manter abertos... A boca, esta sim, não quer fechar... a cada 2,6 segundos, um bocejo é inevitável! Os cabelos?? melhor nem comentar, só de pensar, assusta! O humor é algo parecido com "cocada de sal, passada do ponto". Às 7 horas da manhã, meu corpo insite em dizer que ainda é madrugada... "Só um poquinho mais, só um pouquinho mais"... Ainda descobrirei que voz é essa que ouço pela manhã e que me impede de dar um pulo da cama e sair cantando "good morning starshine"...
E nesse dilema, vou de cochilo em cochilo, ouvindo o celular apitar a todo instante, insistindo em me fazer despertar!!! Só mais 10 minutos, penso eu! E de 10 minutos em 10 minutos, acabo levantando atrasada e desesperada! Sempre!
Mas, hoje o meu desespero foi outro... Depois dos cochilos costumeiros, levanto... e ao me olhar no espelho, levo um susto: "Quem era aquela que insistia em olhar pra mim, imitando todos os meus gestos? A imagem refletida naquele espelho parecia muito comigo... o cabelo assanhado, os olhos meio fechados, a cara abusada de sono... Mas, de onde vinham aqueles quase 300 quilos a mais? de onde vinham aquelas gordurinhas extras? De onde vinham aqueles pneuzinhos? Meu Deus, e aquela barriga????? QUEM ERA AQUELA MULHER OLHANDO PRA MIM?
Acordei totalmente! Não dava mais pra ficar sonolenta com a adrenalina de uma constatação: Aquela mulher era eu! Era, não! Aquela mulher sou eu! Devo estar com uns 250 quilos... e engordando, não, não! 362 quilos, e engordando... Não, não, tenho certeza, estou com uns 480 quilos e engordando, e engordando, e engordando... e BUM! explodindo!
Como posso ter chegado a essa situação calamitosa???? Penso, penso, penso e chego à conclusão... Foi a falta de espelho... O Ministério da Saúde adverte: deixar de se olhar no espelho pode causar obesidade mórbida! Só me olhava no espelho uma vez ao dia: Logo pela manhã, quando meus olhos mal conseguem abrir (lembram?)... pois é... corria pro trabalho, e o máximo que eu via eram os meus olhos pelo retrovisor do carro... Não dá pra dizer que engordei pelos olhos, né? À noite, tomava banho e nada de espelhos, me penteava olhando a televisão, onde estavam sempre passeando na telinha: Malu Mader, Cláudia Abreu, Fernanda Lima, Gisele Bündchen... Todas do meu top, claro! Deu no que deu!
Tenho certeza que não adquiri esses "quilinhos" (quase 300) extras comendo as besteirinhas do Laçaburguer, Bob's, Habib's... Muito menos me entupindo de refrigerante (e viva a coca-cola!!!) e de chocolates... Nada disso!!! Foi a falta de espelho, o meu algoz! Portanto, a partir de amanhã, espelhos que se cuidem... farei biquinho e me chamarei de maravilhosa em frente a qualquer objeto que produza reflexo.... A partir de amanhã, não! A partir de segunda-feira, porque toda gordinha que se preze só toma uma atitude na segunda-feira...
Quase não pude acreditar!!!! Frederick casou! Fiquei em estado de choque ao ver a notícia na televisão... Hã, hã, hã, tudo bem, confesso: Foi um choque pequenininho, desses que a gente leva quando bate o cotovelo na quina de algum objeto... Mas, foi um choque e não se fala mais nisso!!!! Meu sonho de princesa foi destruído pelo herdeiro do trono da Dinamarca, a monarquia mais antiga da Europa.
Frederick casou com uma plebéia... Mas, francamente, plebéia por plebéia, ele bem que poderia ter escolhido uma de olhos verdes, né? Ou seja, euzinha! Mas, a verdade é que não sei se estou mais chateada por não ter sido a escolhida ou por não ter sido convidada para a festa, que, dizem, foi um verdadeiro conto de fadas!
Frederick até chorou! E fez os súditos chorarem! Eu, claro, não choraria... o máximo que fiz foi pegar o telefone e ligar pra Ana Clara pra contar a novidade... Afinal de contas, ano passado eu era forte candidata à princesa, num boato espalhado por ela! Toda a Ilha de Fernando de Noronha ficou sabendo... O único que não soube foi o maior interessado: o príncipe!!! Ainda bem! Hoje eu poderia ser uma pessoa condenada à morte pela corte dinamarquesa... Exageros à parte, com certeza eu teria pago o maior mico... um gorila, eu diria!
A vaga de candidata à princesa, eu "conquistei" ao entrevistar o príncipe em uma passagem rápida da comitiva real em Noronha... Duas perguntas foram suficientes pra saber que tínhamos tudo a ver: "O que acha de Noronha?", "E quando pretende voltar?". Tenho quase certeza que o problema de incompatibilidade foi gerado pelo intéprete do príncipe. A culpa foi toda dele!
Agora, Frederick está casado! E ainda me fez o favor de sair da igreja em uma carruagem puxada por cavalos brancos, desmistificando um sonho antigo: os príncipes não chegam em cavalos brancos... Eles partem em cavalos brancos ... E, ainda por cima, vão acompanhados!